A voz do cooperativismo perante as instituições e a sociedade.
A voz do cooperativismo perante as instituições e a sociedade.
A voz do cooperativismo brasileiro. O eixo RepresentaCoop reúne as soluções com foco no trabalho de representação política e institucional realizado pelo Sistema OCB. Da educação política para o cooperativismo à atuação constante junto aos Três Poderes para defender os interesses do coop, este é o eixo de soluções que coloca o coop no centro do debate político. Confira as soluções do eixo RepresentaCoop:
Agenda Institucional do Cooperativismo

O documento que reúne a pauta prioritária do cooperativismo junto aos três poderes. Conheça os projetos mais importantes para o nosso modelo de negócios, acompanhe a tramitação de cada um deles e saiba todas as reuniões que o Sistema OCB participa para defender o cooperativismo.
Educação Política

Investimos em programas educacionais com foco na qualificação dos representantes do Sistema OCB no relacionamento junto ao Poder Público e na ampliação da consciência política para incentivar a participação cidadã no desenvolvimento comunitário.
Atuação Internacional

O trabalho de representação internacional envolve a atuação em nível global para defender os interesses das cooperativas brasileiras e promover o cooperativismo no cenário internacional. A atuação é dividida em quatro linhas de ação: assessoria, cooperação, parcerias e representação internacionais.
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18/09/2026
Cresol Vale Europeu impacta mais de 6 mil pessoas em semana de solidariedade
Iniciativa arrecadou meia tonelada de alimentos Colocando a essência do cooperativismo em prática, a Cresol Vale Europeu promoveu uma mobilização ao longo da semana do Dia de Cooperar (Dia C). Envolvendo as agências e o centro administrativo, a iniciativa foi marcada por uma série de ações voluntárias voltadas ao cuidado, à solidariedade e ao desenvolvimento contínuo das comunidades onde a cooperativa está presente. Durante o período, a equipe atuou para a realização de mais de 34 ações, reunindo colaboradores, cooperados, parceiros e a população local. A programação contou com arrecadações, oficinas, palestras e diversas iniciativas de apoio social, demonstrando que o cooperativismo vai muito além das soluções financeiras e ganha força quando as pessoas se unem para fazer a diferença. Ao todo, mais de 6 mil pessoas foram impactadas pelas iniciativas. Um dos grandes destaques da mobilização foi a arrecadação de mais de meia tonelada de alimentos, que serão destinados a famílias e instituições necessitadas. Além disso, a cooperativa promoveu um pedágio beneficente em parceria com a Apae, que contou com o forte apoio da comunidade e arrecadou mais de R$ 9 mil em doações. “O Dia C representa exatamente aquilo que acreditamos enquanto cooperativa. Quando unimos pessoas, propósitos e voluntariado, conseguimos transformar a realidade ao nosso redor. Mais do que realizar ações, queremos estar presentes nas comunidades e mostrar, na prática, que cooperar é cuidar das pessoas e contribuir para um futuro melhor”, destaca Heber Kirchner, presidente da Cresol Vale Europeu. {gallery}18-09-26_vale_europeu_dia_c{/gallery} Fonte: Assessoria de Comunicação Cresol Vale Europeu, editado por Assessoria de Comunicação Sistema OCESC
18/09/2026
Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista
Estudo do Sistema OCB ouviu 9,7 mil pessoas e identificou forças e desafios para o movimento
Como está a cultura cooperativista no Brasil? O Sistema OCB tem a resposta baseada em dados nacionais. A Pesquisa Nacional de Cultura Cooperativista ouviu 9.761 pessoas nas 27 unidades da Federação e identificou uma relação forte entre cooperados e cooperativas, mas também desafios em participação, conhecimento sobre o modelo e formação de novas lideranças.
O levantamento ouviu 2.983 cooperados, 5.998 empregados e 780 dirigentes, além de realizar entrevistas em profundidade com 46 pessoas de 37 cooperativas. O estudo chegou em um período de forte expansão do movimento: o número de cooperados passou de 15,5 milhões, em 2019, para 29 milhões, em 2025. Nos últimos sete anos, uma média de 6.160 pessoas entrou para uma cooperativa por dia.O ramo Crédito concentra parcela expressiva desse crescimento. No mesmo período, o número de cooperados passou de 10,7 milhões para 23 milhões, alta de 115%.
A relação dos cooperados com suas cooperativas aparece como um dos pontos mais positivos da pesquisa. Entre os 46 indicadores avaliados, 93% dos cooperados afirmam sentir o dever moral de honrar seus compromissos com a cooperativa. Outros 89% recomendariam a organização da qual fazem parte e também pretendem manter uma relação de longo prazo. Para 87%, a fidelidade à cooperativa permanece mesmo em momentos de crise.
“Os resultados mostram que existe uma base muito positiva: as pessoas têm confiança nas cooperativas e querem manter esse vínculo. Agora, precisamos entender como transformar essa relação em maior participação e conhecimento sobre o modelo”, explica Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB. Ainda segundo ele, dados como os do Ramo Crédito também deixam uma questão importante. “Precisamos trabalhar para que a expansão da base venha acompanhada de maior conhecimento e identificação com o cooperativismo.”
Educação é prioridade
Entre os sete princípios do cooperativismo, a educação foi apontada como o mais importante pelos três públicos pesquisados. O princípio aparece para 58% dos cooperados, 71% dos empregados e 57% dos dirigentes.
O cruzamento entre importância e prática mostra que a adesão voluntária é o princípio mais presente no dia a dia das cooperativas, enquanto o controle democrático registra a maior diferença entre a importância atribuída e sua prática.
Participação precisa avançar
É justamente na participação que aparecem alguns dos principais pontos de atenção. A presença registrada em assembleias varia bastante entre os ramos e chega a apenas 6% no Crédito, segundo dados autodeclarados pelas cooperativas no AnuárioCoop 2026. No Trabalho, o índice é de 58%; no Transporte, 47%; no Consumo, 43%; no Agropecuário, 36%; e na Saúde, 28%.
Entre os cooperados que apontam dificuldades para participar mais, a falta de tempo é o principal motivo, com 36% das respostas. Também aparecem falta de informação (22%), desconhecimento sobre a possibilidade de participação (12%) e falta de conhecimento sobre o cooperativismo (10%). A falta de interesse é citada por 9%.
“Esse dado é importante porque mostra que a baixa participação não pode ser explicada simplesmente pela falta de interesse. Há uma parcela significativa que precisa de mais informação e conhecimento para entender como pode participar. É uma oportunidade para aproximar o cooperado da cooperativa”, afirma Guilherme.
Jovens são a próxima fronteira
A pesquisa também acende um alerta para a sucessão. A afirmação de que a cooperativa terá pessoas preparadas para substituir suas atuais lideranças está entre as de menor concordância entre os dirigentes. Os números mostram uma diferença geracional na pesquisa: pessoas de 18 a 34 anos representam 45% dos empregados, mas apenas 17% dos cooperados e 6% dos dirigentes. Entre os dirigentes, 62% têm 51 anos ou mais.
Os jovens também apresentam uma visão própria sobre o cooperativismo. Eles atribuem mais importância à educação e à cooperação do que as pessoas com 51 anos ou mais, enquanto dão menos peso à adesão voluntária e ao controle democrático.
Ponto de partida
A pesquisa cria a primeira referência nacional para acompanhar como a cultura cooperativista é percebida e praticada por cooperados, empregados e dirigentes. Os resultados ajudam a identificar onde o movimento já avançou e onde ainda existem lacunas. “O levantamento também orienta novas ações de educação, participação, formação de lideranças e fortalecimento da cultura cooperativista”, completa Guilherme.Confira o Infográfico com os principais resultados da pesquisa:
Fonte: Assessoria de comunicação Sistema OCB
18/09/2026
Cooperados aprovam incorporação da Acredicoop pela Viacredi
Movimento estratégico ocorre em um momento de forte desempenho da Viacredi, que já alcançou mais de 60% do plano de gestão previstos para 2026.
A incorporação da Acredicoop pela Viacredi foi aprovada pelos cooperados das duas cooperativas durante a Assembleia Geral Extraordinária Conjunta (AGE). Ao longo de todo o processo de assembleias realizado pelas cooperativas, 33.708 cooperados participaram das discussões e decisões, reforçando a força da gestão democrática e do cooperativismo. Na Viacredi, as Assembleias de Grupos de Cooperados (AGCs) registraram 28.831 participações e 21.930 votos. Já na Acredicoop, as pré-assembleias reuniram 1.748 participações, em encontros dedicados à apresentação da proposta, esclarecimento de dúvidas e diálogo com os cooperados.
As próximas etapas serão comunicadas pelos canais oficiais da Cooperativa. Neste momento, a proposta segue para análise e aprovação do Banco Central do Brasil e da Junta Comercial de Santa Catarina.
A incorporação acompanha um movimento natural de mercado observado no sistema financeiro brasileiro, incluindo as cooperativas. Nele as instituições unem forças para ampliar sua capacidade de investimento, fortalecer sua atuação regional e gerar ainda mais valor aos cooperados. A ação demonstra a maturidade e o fortalecimento crescente do cooperativismo de crédito, que tem ampliado sua participação no mercado por meio de iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao crescimento de longo prazo.
Além de fortalecer as cooperativas envolvidas, movimentos de incorporação também contribuem para o desenvolvimento do Sistema Ailos, permitindo ampliar escala, compartilhar capacidades e reforçar a competitividade do cooperativismo sem abrir mão da proximidade com os cooperados e das comunidades.
"Para o cooperado, isso significa uma cooperativa com mais robustez financeira, maior capacidade de investimento, ampliação das soluções oferecidas e ainda mais condições de apoiar seus projetos de vida e negócios. É um movimento que fortalece a cooperativa para o futuro sem perder a proximidade e o relacionamento que sempre foram a essência do modelo", destaca o diretor executivo da Viacredi, Marcelo Cestari.
Viacredi passará a reunir 1,14 milhão de cooperados e R$ 18,6 bilhões em ativos
Após homologação da incorporação pelo Banco Central do Brasil, a Viacredi amplia sua presença para 34 municípios de Santa Catarina e Paraná e passa a reunir 1.143.497 cooperados, fortalecendo ainda mais seu alcance e impacto nas comunidades onde atua.
A cooperativa também consolida números que reforçam sua posição entre as maiores cooperativas de crédito do país, com R$ 18,6 bilhões em ativos, R$ 10,7 bilhões em carteira de crédito, R$ 13,3 bilhões em depósitos totais e patrimônio líquido de R$ 3,8 bilhões.
Além disso, passa a contar com uma rede de 133 unidades de atendimento, 2.307 colaboradores e 1.046 lideranças do quadro social, ampliando sua capacidade de relacionamento, atendimento e geração de valor para cooperados e comunidades.
"Seja na execução do Plano de Gestão ou em movimentos estratégicos como a incorporação da Acredicoop, nosso foco continua sendo fortalecer a cooperativa, ampliar oportunidades e gerar cada vez mais benefícios para quem faz parte dela.", ressalta Cestari.
Resultado do semestre atinge 131,7% da meta planejada
A incorporação acontece em um momento de forte desempenho da Viacredi, que encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultado líquido de R$ 405,3 milhões e desempenho equivalente a 131,7% do planejamento financeiro previsto para os seis primeiros meses do ano. Os indicadores mostram que a cooperativa já alcançou mais de 60% dos objetivos estabelecidos no Plano de Gestão 2026, aprovado pelos cooperados nas Assembleias realizadas no início do ano.
Outro destaque foi o crescimento dos ativos totais, que atingiram R$ 17,5 bilhões, alta de 14% em relação ao primeiro semestre de 2025. As operações de crédito fecharam no mês de junho em R$ 9,7 bilhões, enquanto os depósitos totais alcançaram R$ 12,7 bilhões, avanço de 16,6% na comparação anual.
Desde sua chegada ao Paraná, em 2019, a cooperativa vem ampliando seu impacto na Região Metropolitana de Curitiba, fortalecendo o relacionamento com cooperados, comunidades e empresas locais por meio de 12 Postos de Atendimento. Esse movimento de expansão sustentável segue acompanhado por resultados consistentes, com desempenho acima da média da cooperativa no primeiro semestre de 2026.
No estado paranaense, os resultados seguiram acima da média da cooperativa. Os ativos totais atingiram R$ 468 milhões, crescimento de 18,1% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os depósitos totais alcançaram R$ 307,9 milhões, avanço de 40,8%, enquanto o resultado chegou a R$ 5,3 milhões, desempenho equivalente a 247,1% do planejamento financeiro previsto para o período.
Fonte: Assessoria de comunicação Viacredi
18/09/2026
Artigo: As cooperativas e a redução populacional do interior de SC
VANIR ZANATTA
Presidente do Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina)
Santa Catarina cresce, atrai investimentos e amplia sua população, mas essa prosperidade não se distribui de forma uniforme pelo território. Enquanto o litoral e os principais polos urbanos avançam, pequenos municípios do interior perdem moradores, sobretudo jovens, e convivem com uma ameaça silenciosa: o enfraquecimento de sua base econômica, social e comunitária.
As últimas estimativas do IBGE expõem esse contraste. O Estado alcançou 8,18 milhões de habitantes, ante 7,61 milhões no Censo de 2022. O avanço convive, porém, com localidades de população diminuta e, em alguns casos, em retração. Barra Bonita tinha 1.642 habitantes; Presidente Castello Branco, 1.707; Santiago do Sul, 1.732; e Lajeado Grande, 1.791. Coronel Martins caiu de 2.065 moradores em 2022 para 1.993 em 2025; Romelândia, de 4.823 para 4.684; e Xavantina, de 3.653 para 3.583.
Essa é uma antiga preocupação em Santa Catarina. Não se trata apenas de estatística demográfica. Quando uma pequena cidade perde população, perde consumidores, trabalhadores, alunos e empreendedores. A saída dos jovens compromete a sucessão das propriedades rurais e das empresas familiares. A retração alcança até o eleitorado: 74 dos 295 municípios catarinenses registraram menos eleitores aptos em 2026 do que em 2022. Menos população reduz o dinamismo econômico e estimula novas partidas.
As razões são conhecidas. Famílias deslocam-se em busca de emprego, renda, educação, saúde e melhores perspectivas profissionais. O problema não está na liberdade de migrar, mas na falta de condições para permanecer no interior. Desenvolvimento equilibrado significa permitir que o cidadão construa seu projeto de vida sem abandonar sua comunidade por ausência de oportunidades essenciais.
É nesse ponto que o cooperativismo adquire relevância estratégica. Em muitas comunidades catarinenses, as cooperativas constituem uma verdadeira infraestrutura econômica de permanência. Não substituem o Estado nem resolvem isoladamente um fenômeno complexo, mas ajudam a conservar produção, renda, crédito, serviços e vínculos comunitários.
No campo, as cooperativas agropecuárias organizam e comercializam a produção, prestam assistência técnica, difundem tecnologia e conectam produtores aos mercados. Nas cadeias de grãos, leite, aves, suínos e bovinos, essa estrutura permite que milhares de famílias produzam com escala e previsibilidade. Ao tornar a propriedade economicamente sustentável, o cooperativismo amplia as condições para a sucessão familiar e a permanência das novas gerações.
As cooperativas de infraestrutura asseguram energia para propriedades, agroindústrias e comunidades rurais. As cooperativas de crédito mantêm atendimento financeiro onde a rede bancária convencional recuou ou não está presente. Esse acesso representa crédito para produzir, investir e empreender e contribui para que os recursos circulem na própria região. Em âmbito nacional, dados referentes a 2025 mostram presença do cooperativismo de crédito em 1.072 municípios sem agência bancária tradicional, dimensão que revela a capacidade do sistema de alcançar localidades que perderam atendimento convencional.
O efeito ultrapassa a atividade empresarial. Onde existe uma cooperativa forte, existem relações econômicas enraizadas no território. O resultado retorna à comunidade em renda, investimento, capacitação, inovação e emprego. A cooperativa nasce de pessoas que vivem no município, conhecem sua realidade e mantêm com ele uma relação duradoura.
Conter o esvaziamento do interior exige políticas públicas para infraestrutura, conectividade, educação, saúde, habitação e inovação. Exige também uma estratégia de desenvolvimento que reconheça as diferenças regionais e abandone a ideia de que crescimento estadual, por si só, garante equilíbrio territorial.
Santa Catarina não pode aceitar como inevitável um futuro em que população e oportunidades se concentrem no litoral e nos grandes centros, enquanto comunidades construídas por gerações perdem vitalidade. Preservar o interior significa criar condições para que pequenas cidades continuem vivas, produtivas e capazes de oferecer futuro.
O cooperativismo já demonstrou capacidade para isso. Ao organizar pessoas, democratizar oportunidades e manter riqueza perto de onde ela é produzida, oferece um dos caminhos mais concretos para enfrentar a concentração populacional. Fortalecer as cooperativas é também ampliar a possibilidade de que milhares de catarinenses continuem escolhendo o interior para trabalhar, empreender, produzir e construir a própria vida.
Fonte: Assessoria de imprensa Sistema OCESC