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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!
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NOTÍCIAS
18/09/2026
Cresol Vale Europeu impacta mais de 6 mil pessoas em semana de solidariedade
Iniciativa arrecadou meia tonelada de alimentos
Colocando a essência do cooperativismo em prática, a Cresol Vale Europeu promoveu uma mobilização ao longo da semana do Dia de Cooperar (Dia C). Envolvendo as agências e o centro administrativo, a iniciativa foi marcada por uma série de ações voluntárias voltadas ao cuidado, à solidariedade e ao desenvolvimento contínuo das comunidades onde a cooperativa está presente.
Durante o período, a equipe atuou para a realização de mais de 34 ações, reunindo colaboradores, cooperados, parceiros e a população local. A programação contou com arrecadações, oficinas, palestras e diversas iniciativas de apoio social, demonstrando que o cooperativismo vai muito além das soluções financeiras e ganha força quando as pessoas se unem para fazer a diferença.
Ao todo, mais de 6 mil pessoas foram impactadas pelas iniciativas. Um dos grandes destaques da mobilização foi a arrecadação de mais de meia tonelada de alimentos, que serão destinados a famílias e instituições necessitadas. Além disso, a cooperativa promoveu um pedágio beneficente em parceria com a Apae, que contou com o forte apoio da comunidade e arrecadou mais de R$ 9 mil em doações.
“O Dia C representa exatamente aquilo que acreditamos enquanto cooperativa. Quando unimos pessoas, propósitos e voluntariado, conseguimos transformar a realidade ao nosso redor. Mais do que realizar ações, queremos estar presentes nas comunidades e mostrar, na prática, que cooperar é cuidar das pessoas e contribuir para um futuro melhor”, destaca Heber Kirchner, presidente da Cresol Vale Europeu.
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Fonte: Assessoria de Comunicação Cresol Vale Europeu, editado por Assessoria de Comunicação Sistema OCESC
NOTÍCIAS
18/09/2026
Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista
Estudo do Sistema OCB ouviu 9,7 mil pessoas e identificou forças e desafios para o movimento
Como está a cultura cooperativista no Brasil? O Sistema OCB tem a resposta baseada em dados nacionais. A Pesquisa Nacional de Cultura Cooperativista ouviu 9.761 pessoas nas 27 unidades da Federação e identificou uma relação forte entre cooperados e cooperativas, mas também desafios em participação, conhecimento sobre o modelo e formação de novas lideranças.
O levantamento ouviu 2.983 cooperados, 5.998 empregados e 780 dirigentes, além de realizar entrevistas em profundidade com 46 pessoas de 37 cooperativas. O estudo chegou em um período de forte expansão do movimento: o número de cooperados passou de 15,5 milhões, em 2019, para 29 milhões, em 2025. Nos últimos sete anos, uma média de 6.160 pessoas entrou para uma cooperativa por dia.O ramo Crédito concentra parcela expressiva desse crescimento. No mesmo período, o número de cooperados passou de 10,7 milhões para 23 milhões, alta de 115%.
A relação dos cooperados com suas cooperativas aparece como um dos pontos mais positivos da pesquisa. Entre os 46 indicadores avaliados, 93% dos cooperados afirmam sentir o dever moral de honrar seus compromissos com a cooperativa. Outros 89% recomendariam a organização da qual fazem parte e também pretendem manter uma relação de longo prazo. Para 87%, a fidelidade à cooperativa permanece mesmo em momentos de crise.
“Os resultados mostram que existe uma base muito positiva: as pessoas têm confiança nas cooperativas e querem manter esse vínculo. Agora, precisamos entender como transformar essa relação em maior participação e conhecimento sobre o modelo”, explica Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB. Ainda segundo ele, dados como os do Ramo Crédito também deixam uma questão importante. “Precisamos trabalhar para que a expansão da base venha acompanhada de maior conhecimento e identificação com o cooperativismo.”
Educação é prioridade
Entre os sete princípios do cooperativismo, a educação foi apontada como o mais importante pelos três públicos pesquisados. O princípio aparece para 58% dos cooperados, 71% dos empregados e 57% dos dirigentes.
O cruzamento entre importância e prática mostra que a adesão voluntária é o princípio mais presente no dia a dia das cooperativas, enquanto o controle democrático registra a maior diferença entre a importância atribuída e sua prática.
Participação precisa avançar
É justamente na participação que aparecem alguns dos principais pontos de atenção. A presença registrada em assembleias varia bastante entre os ramos e chega a apenas 6% no Crédito, segundo dados autodeclarados pelas cooperativas no AnuárioCoop 2026. No Trabalho, o índice é de 58%; no Transporte, 47%; no Consumo, 43%; no Agropecuário, 36%; e na Saúde, 28%.
Entre os cooperados que apontam dificuldades para participar mais, a falta de tempo é o principal motivo, com 36% das respostas. Também aparecem falta de informação (22%), desconhecimento sobre a possibilidade de participação (12%) e falta de conhecimento sobre o cooperativismo (10%). A falta de interesse é citada por 9%.
“Esse dado é importante porque mostra que a baixa participação não pode ser explicada simplesmente pela falta de interesse. Há uma parcela significativa que precisa de mais informação e conhecimento para entender como pode participar. É uma oportunidade para aproximar o cooperado da cooperativa”, afirma Guilherme.
Jovens são a próxima fronteira
A pesquisa também acende um alerta para a sucessão. A afirmação de que a cooperativa terá pessoas preparadas para substituir suas atuais lideranças está entre as de menor concordância entre os dirigentes. Os números mostram uma diferença geracional na pesquisa: pessoas de 18 a 34 anos representam 45% dos empregados, mas apenas 17% dos cooperados e 6% dos dirigentes. Entre os dirigentes, 62% têm 51 anos ou mais.
Os jovens também apresentam uma visão própria sobre o cooperativismo. Eles atribuem mais importância à educação e à cooperação do que as pessoas com 51 anos ou mais, enquanto dão menos peso à adesão voluntária e ao controle democrático.
Ponto de partida
A pesquisa cria a primeira referência nacional para acompanhar como a cultura cooperativista é percebida e praticada por cooperados, empregados e dirigentes. Os resultados ajudam a identificar onde o movimento já avançou e onde ainda existem lacunas. “O levantamento também orienta novas ações de educação, participação, formação de lideranças e fortalecimento da cultura cooperativista”, completa Guilherme.Confira o Infográfico com os principais resultados da pesquisa:
Fonte: Assessoria de comunicação Sistema OCB
NOTÍCIAS
Cooperados aprovam incorporação da Acredicoop pela Viacredi
Movimento estratégico ocorre em um momento de forte desempenho da Viacredi, que já alcançou mais de 60% do plano de gestão previstos para 2026.
A incorporação da Acredicoop pela Viacredi foi aprovada pelos cooperados das duas cooperativas durante a Assembleia Geral Extraordinária Conjunta (AGE). Ao longo de todo o processo de assembleias realizado pelas cooperativas, 33.708 cooperados participaram das discussões e decisões, reforçando a força da gestão democrática e do cooperativismo. Na Viacredi, as Assembleias de Grupos de Cooperados (AGCs) registraram 28.831 participações e 21.930 votos. Já na Acredicoop, as pré-assembleias reuniram 1.748 participações, em encontros dedicados à apresentação da proposta, esclarecimento de dúvidas e diálogo com os cooperados.
As próximas etapas serão comunicadas pelos canais oficiais da Cooperativa. Neste momento, a proposta segue para análise e aprovação do Banco Central do Brasil e da Junta Comercial de Santa Catarina.
A incorporação acompanha um movimento natural de mercado observado no sistema financeiro brasileiro, incluindo as cooperativas. Nele as instituições unem forças para ampliar sua capacidade de investimento, fortalecer sua atuação regional e gerar ainda mais valor aos cooperados. A ação demonstra a maturidade e o fortalecimento crescente do cooperativismo de crédito, que tem ampliado sua participação no mercado por meio de iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao crescimento de longo prazo.
Além de fortalecer as cooperativas envolvidas, movimentos de incorporação também contribuem para o desenvolvimento do Sistema Ailos, permitindo ampliar escala, compartilhar capacidades e reforçar a competitividade do cooperativismo sem abrir mão da proximidade com os cooperados e das comunidades.
"Para o cooperado, isso significa uma cooperativa com mais robustez financeira, maior capacidade de investimento, ampliação das soluções oferecidas e ainda mais condições de apoiar seus projetos de vida e negócios. É um movimento que fortalece a cooperativa para o futuro sem perder a proximidade e o relacionamento que sempre foram a essência do modelo", destaca o diretor executivo da Viacredi, Marcelo Cestari.
Viacredi passará a reunir 1,14 milhão de cooperados e R$ 18,6 bilhões em ativos
Após homologação da incorporação pelo Banco Central do Brasil, a Viacredi amplia sua presença para 34 municípios de Santa Catarina e Paraná e passa a reunir 1.143.497 cooperados, fortalecendo ainda mais seu alcance e impacto nas comunidades onde atua.
A cooperativa também consolida números que reforçam sua posição entre as maiores cooperativas de crédito do país, com R$ 18,6 bilhões em ativos, R$ 10,7 bilhões em carteira de crédito, R$ 13,3 bilhões em depósitos totais e patrimônio líquido de R$ 3,8 bilhões.
Além disso, passa a contar com uma rede de 133 unidades de atendimento, 2.307 colaboradores e 1.046 lideranças do quadro social, ampliando sua capacidade de relacionamento, atendimento e geração de valor para cooperados e comunidades.
"Seja na execução do Plano de Gestão ou em movimentos estratégicos como a incorporação da Acredicoop, nosso foco continua sendo fortalecer a cooperativa, ampliar oportunidades e gerar cada vez mais benefícios para quem faz parte dela.", ressalta Cestari.
Resultado do semestre atinge 131,7% da meta planejada
A incorporação acontece em um momento de forte desempenho da Viacredi, que encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultado líquido de R$ 405,3 milhões e desempenho equivalente a 131,7% do planejamento financeiro previsto para os seis primeiros meses do ano. Os indicadores mostram que a cooperativa já alcançou mais de 60% dos objetivos estabelecidos no Plano de Gestão 2026, aprovado pelos cooperados nas Assembleias realizadas no início do ano.
Outro destaque foi o crescimento dos ativos totais, que atingiram R$ 17,5 bilhões, alta de 14% em relação ao primeiro semestre de 2025. As operações de crédito fecharam no mês de junho em R$ 9,7 bilhões, enquanto os depósitos totais alcançaram R$ 12,7 bilhões, avanço de 16,6% na comparação anual.
Desde sua chegada ao Paraná, em 2019, a cooperativa vem ampliando seu impacto na Região Metropolitana de Curitiba, fortalecendo o relacionamento com cooperados, comunidades e empresas locais por meio de 12 Postos de Atendimento. Esse movimento de expansão sustentável segue acompanhado por resultados consistentes, com desempenho acima da média da cooperativa no primeiro semestre de 2026.
No estado paranaense, os resultados seguiram acima da média da cooperativa. Os ativos totais atingiram R$ 468 milhões, crescimento de 18,1% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os depósitos totais alcançaram R$ 307,9 milhões, avanço de 40,8%, enquanto o resultado chegou a R$ 5,3 milhões, desempenho equivalente a 247,1% do planejamento financeiro previsto para o período.
Fonte: Assessoria de comunicação Viacredi
18/09/2026
NOTÍCIAS
Artigo: As cooperativas e a redução populacional do interior de SC
VANIR ZANATTA
Presidente do Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina)
Santa Catarina cresce, atrai investimentos e amplia sua população, mas essa prosperidade não se distribui de forma uniforme pelo território. Enquanto o litoral e os principais polos urbanos avançam, pequenos municípios do interior perdem moradores, sobretudo jovens, e convivem com uma ameaça silenciosa: o enfraquecimento de sua base econômica, social e comunitária.
As últimas estimativas do IBGE expõem esse contraste. O Estado alcançou 8,18 milhões de habitantes, ante 7,61 milhões no Censo de 2022. O avanço convive, porém, com localidades de população diminuta e, em alguns casos, em retração. Barra Bonita tinha 1.642 habitantes; Presidente Castello Branco, 1.707; Santiago do Sul, 1.732; e Lajeado Grande, 1.791. Coronel Martins caiu de 2.065 moradores em 2022 para 1.993 em 2025; Romelândia, de 4.823 para 4.684; e Xavantina, de 3.653 para 3.583.
Essa é uma antiga preocupação em Santa Catarina. Não se trata apenas de estatística demográfica. Quando uma pequena cidade perde população, perde consumidores, trabalhadores, alunos e empreendedores. A saída dos jovens compromete a sucessão das propriedades rurais e das empresas familiares. A retração alcança até o eleitorado: 74 dos 295 municípios catarinenses registraram menos eleitores aptos em 2026 do que em 2022. Menos população reduz o dinamismo econômico e estimula novas partidas.
As razões são conhecidas. Famílias deslocam-se em busca de emprego, renda, educação, saúde e melhores perspectivas profissionais. O problema não está na liberdade de migrar, mas na falta de condições para permanecer no interior. Desenvolvimento equilibrado significa permitir que o cidadão construa seu projeto de vida sem abandonar sua comunidade por ausência de oportunidades essenciais.
É nesse ponto que o cooperativismo adquire relevância estratégica. Em muitas comunidades catarinenses, as cooperativas constituem uma verdadeira infraestrutura econômica de permanência. Não substituem o Estado nem resolvem isoladamente um fenômeno complexo, mas ajudam a conservar produção, renda, crédito, serviços e vínculos comunitários.
No campo, as cooperativas agropecuárias organizam e comercializam a produção, prestam assistência técnica, difundem tecnologia e conectam produtores aos mercados. Nas cadeias de grãos, leite, aves, suínos e bovinos, essa estrutura permite que milhares de famílias produzam com escala e previsibilidade. Ao tornar a propriedade economicamente sustentável, o cooperativismo amplia as condições para a sucessão familiar e a permanência das novas gerações.
As cooperativas de infraestrutura asseguram energia para propriedades, agroindústrias e comunidades rurais. As cooperativas de crédito mantêm atendimento financeiro onde a rede bancária convencional recuou ou não está presente. Esse acesso representa crédito para produzir, investir e empreender e contribui para que os recursos circulem na própria região. Em âmbito nacional, dados referentes a 2025 mostram presença do cooperativismo de crédito em 1.072 municípios sem agência bancária tradicional, dimensão que revela a capacidade do sistema de alcançar localidades que perderam atendimento convencional.
O efeito ultrapassa a atividade empresarial. Onde existe uma cooperativa forte, existem relações econômicas enraizadas no território. O resultado retorna à comunidade em renda, investimento, capacitação, inovação e emprego. A cooperativa nasce de pessoas que vivem no município, conhecem sua realidade e mantêm com ele uma relação duradoura.
Conter o esvaziamento do interior exige políticas públicas para infraestrutura, conectividade, educação, saúde, habitação e inovação. Exige também uma estratégia de desenvolvimento que reconheça as diferenças regionais e abandone a ideia de que crescimento estadual, por si só, garante equilíbrio territorial.
Santa Catarina não pode aceitar como inevitável um futuro em que população e oportunidades se concentrem no litoral e nos grandes centros, enquanto comunidades construídas por gerações perdem vitalidade. Preservar o interior significa criar condições para que pequenas cidades continuem vivas, produtivas e capazes de oferecer futuro.
O cooperativismo já demonstrou capacidade para isso. Ao organizar pessoas, democratizar oportunidades e manter riqueza perto de onde ela é produzida, oferece um dos caminhos mais concretos para enfrentar a concentração populacional. Fortalecer as cooperativas é também ampliar a possibilidade de que milhares de catarinenses continuem escolhendo o interior para trabalhar, empreender, produzir e construir a própria vida.
Fonte: Assessoria de imprensa Sistema OCESC
18/09/2026
NOTÍCIAS
Campo Limpo 2026 recolhe mais de 12 mil materiais na filial da Coocam em Lebon Régis
O Programa da cooperativa, reforça a adesão dos produtores à devolução correta de embalagens de defensivos agrícolas
A Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) realizou, na quarta-feira (9), na filial de Lebon Régis (SC), mais uma etapa do Programa Campo Limpo 2026. A mobilização resultou no recolhimento de 12.337 materiais, entre embalagens vazias de defensivos agrícolas, tampas, embalagens flexíveis e materiais de papelão. O volume demonstra a participação dos produtores no processo de devolução e destinação adequada dos resíduos gerados nas propriedades rurais.
Os materiais são recebidos pela cooperativa e encaminhados para as etapas seguintes da logística reversa, conforme os procedimentos estabelecidos para cada tipo de embalagem. A iniciativa contribui para aproximar o sistema de recebimento dos produtores e facilitar o cumprimento das obrigações relacionadas à devolução das embalagens utilizadas no campo. Antes do recolhimento, os materiais devem ser preparados conforme as orientações técnicas, incluindo a tríplice lavagem das embalagens laváveis e a separação das tampas, garantindo mais segurança no manuseio e melhores condições para a destinação.
Na opinião da coordenadora do Programa e gerente administrativa da Coocam, Kalinka Françoise, os números também refletem o resultado do trabalho de orientação realizado junto aos associados. “A participação dos produtores fortalece uma prática que vai além do cumprimento de uma exigência e está diretamente relacionada à segurança, à responsabilidade ambiental e às boas práticas no uso de defensivos agrícolas”, observa.
O Campo Limpo integra o calendário anual de ações da Coocam voltadas à devolução das embalagens utilizadas pelos produtores. A atuação da cooperativa facilita o acesso ao sistema de logística reversa, permitindo que os materiais sejam reunidos nas filiais e posteriormente encaminhados aos pontos responsáveis pelo recebimento e pela destinação adequada.
Com a etapa de Lebon Régis concluída, o calendário do Campo Limpo 2026 segue para Curitibanos, no dia 16 de setembro. A programação dá continuidade ao trabalho de mobilização dos produtores e amplia as oportunidades para que as embalagens utilizadas durante a safra retornem ao sistema de destinação, reduzindo riscos ao meio ambiente e contribuindo para uma produção cada vez mais responsável.
Fonte: Assessoria de comunicação Coocam
17/09/2026
NOTÍCIAS
Setembro Amarelo destaca o valor da escuta acolhedora
Unimed Chapecó reforça mensagem da campanha e orienta sobre a busca por apoio em saúde mental
Ouvir alguém parece uma atitude simples, mas exige disponibilidade, atenção e respeito. É a partir dessa reflexão que a campanha Setembro Amarelo deste ano apresenta o tema “Escutar é estar presente”, com um convite para que as pessoas ofereçam espaço a quem precisa falar sobre medos, angústias e dificuldades emocionais.
A campanha do Centro de Valorização da Vida (CVV) destaca o valor da escuta acolhedora, sem julgamentos e sem a necessidade de apresentar respostas imediatas. A proposta é mostrar que estar verdadeiramente disponível pode representar um primeiro passo para que uma pessoa em sofrimento encontre apoio e não enfrente esse momento sozinha.
Para a médica psiquiatra e cooperada da Unimed Chapecó, Dra. Rafaela Pavan, a escuta começa pelo respeito ao que o outro sente. Medos, inseguranças e questões pessoais nem sempre são compartilhados com facilidade. Por isso, criar um ambiente no qual a pessoa se sinta segura para falar pode contribuir para que ela reconheça suas dificuldades e procure ajuda quando necessário.
“A melhor resposta que a gente dá é justamente estar disponível, escutar, respeitar, acolher e, então, dentro das possibilidades da pessoa, ajudá-la a encontrar a resposta”, afirma a psiquiatra.
ESCUTAR SEM JULGAR
Um dos pontos centrais da campanha é compreender que acolher não significa ter uma solução pronta. Muitas vezes, diante do sofrimento de alguém, a primeira reação é oferecer conselhos, fazer comparações ou tentar encontrar rapidamente uma resposta. O cuidado, porém, começa pela disposição de ouvir e compreender o que aquela pessoa consegue expressar naquele momento.
“Primeiramente, é preciso não julgar, buscar escutar o que a pessoa está falando e entender quais são esses medos”, explica a Dra. Rafaela. Segundo ela, revelar sentimentos e dificuldades pode exigir um esforço significativo de quem sofre. “É muito difícil para as pessoas tirarem essa couraça de proteção que a gente aprende no dia a dia e se abrirem para trazer seus medos, suas angústias e questões que, muitas vezes, nem falamos em voz alta”, ressalta.
Nesse contexto, estar disponível para ouvir pode criar as condições necessárias para que alguém se sinta suficientemente confortável para compartilhar o que enfrenta. A partir dessa abertura, torna-se possível compreender melhor a situação e, quando necessário, orientar a busca por acompanhamento profissional.
OUVIR ANTES DE RESPONDER
A escuta proposta pelo Setembro Amarelo não pressupõe encontrar soluções para os problemas de outra pessoa. A orientação é acolher o relato, respeitar limites e auxiliar na identificação dos caminhos possíveis para aquele momento. “Nós não podemos guiar completamente ou tomar decisões pela pessoa. A gente vai encontrar o que ela consegue fazer naquele momento”, observa a psiquiatra.
Para a Dra. Rafaela, a campanha amplia uma discussão que precisa permanecer presente durante todo o ano. “O Setembro Amarelo é um momento do ano em que a gente fala mais alto sobre essa questão emocional. E isso é muito relevante pois cada vez temos mais estudos e referências sobre o quanto de adoecimento ocorre quando negligenciamos a saúde mental”, ressalta.
A orientação, de acordo com a profissional, é substituir a pressa pelas respostas pela disponibilidade para compreender. “A gente precisa aprender a escutar, a ouvir, entender e acolher, para criar um espaço onde a pessoa se sinta à vontade para trazer o problema e buscar junto uma solução”, afirma.
Fonte: Assessoria de comunicação Unimed Chapecó
17/09/2026
NOTÍCIAS
Sucessão familiar mantém propriedade em movimento e aproxima gerações no interior
Experiência, tecnologia e participação dos filhos dão continuidade à produção rural da família Casagrande por meio da sucessão familiar
Na propriedade da família Casagrande, em Barra do Tigre, interior de Concórdia (SC), a sucessão familiar já faz parte da rotina e dá continuidade a uma história construída ao longo de pelo menos três gerações. Sérgio Casagrande, 64 anos, nasceu na comunidade e começou a trabalhar com agricultura ainda na infância, acompanhando os pais e os dez irmãos. Hoje, ao lado da esposa, Rosa Maria, 55 anos, conduz uma propriedade que reúne produção de leite, grãos e avicultura. O próximo capítulo dessa história está em andamento com a participação do filho Mateus, de 28 anos.
Associado à Cresol Desenvolvimento desde 28 de outubro de 2003, Sérgio acompanhou as mudanças da atividade rural e viu a propriedade se transformar ao longo dos anos. A produção, que antes era mais concentrada em grãos, hoje tem o leite como uma das principais atividades, com a maior parte dos grãos destinada à alimentação dos animais. A avicultura também integra a rotina da família, com lotes de aproximadamente 17 mil aves e uma média de seis lotes por ano, conforme os intervalos de produção.
A modernização trouxe equipamentos, novas formas de manejo e mais produtividade. Também aumentou o volume de trabalho. Para Sérgio, o crescimento precisa caminhar junto com a capacidade da família de manter a rotina da propriedade. “A gente vê que a propriedade teria que crescer ainda, que teria algumas coisas para agregar. Só que a mão de obra hoje é o problema. Por enquanto, a gente vence, mas está no limite. Se crescer, vai ter que contratar”, explica.
Uma escolha construída desde a infância
Mateus cresceu acompanhando essa rotina. Desde pequeno, demonstrava interesse por máquinas, animais e lavoura. Sérgio lembra que, quando o filho ainda estava na escola, já preferia estar em casa, trabalhando com o trator. A vontade de permanecer no campo foi se formando antes mesmo de qualquer conversa mais estruturada sobre sucessão.
“Eu sempre gostei de maquinário e de roça”, conta Mateus. A possibilidade de deixar a propriedade nunca esteve completamente fora de seus pensamentos, mas o vínculo com a atividade permaneceu. Hoje, ele participa das decisões e da execução dos trabalhos, dividindo responsabilidades com os pais e com a esposa, Tainá.
A família tem três filhos, e Mateus é o sucessor que permanece na propriedade. A chegada de Yuri, filho do casal, há quatro meses, acrescentou uma nova geração à história. Para Sérgio, saber que o filho pretende continuar na atividade também influencia a forma como a família pensa os investimentos.
“Ninguém é eterno. Eu sempre digo isso. Se não vai ter sucessão, tu acaba não investindo. Quando a gente pensa em fazer alguma coisa, conversa: vamos fazer ou não vamos? E, sabendo que ele vai continuar, a gente pensa que vale a pena investir, porque ele vai seguir. A gente quer que eles aproveitem o que foi construído e tenham uma vida melhor aqui dentro”, afirma.
Crescer exige planejamento
As decisões de investimento são tomadas em conjunto pela família, considerando as necessidades da propriedade e as possibilidades de cada momento. A participação de todos também faz parte da rotina: Sérgio e Rosa, Mateus e Tainá dividem responsabilidades e acompanham as atividades que mantêm a produção em funcionamento.
Sérgio ainda enxerga espaço para ampliar a propriedade e agregar novas atividades. No entanto, a mão de obra é hoje uma das principais limitações. Parte dos serviços já é terceirizada, especialmente aqueles que exigem máquinas ou equipes específicas. Um novo crescimento, segundo ele, poderá exigir a contratação de profissionais de fora.
A sucessão, na prática, não representa apenas a permanência de um filho na propriedade. Envolve dividir responsabilidades, avaliar investimentos e construir, aos poucos, uma forma de trabalhar que faça sentido para quem está hoje e para quem seguirá depois.
Experiência e sucessão familiar abrem caminho para o futuro
Ao olhar para a trajetória da família, Sérgio e Rosa destacam o quanto a atividade rural mudou. O trabalho que antes exigia esforço físico intenso e estruturas mais simples hoje conta com equipamentos, tecnologia e melhores condições de manejo. Para eles, parte do orgulho está justamente em ver os filhos trabalhando com mais comodidade do que a geração anterior teve.
“Nós sempre falamos que não queremos que eles façam o que nós tivemos que fazer. Nós somos do tempo de tirar pedra da roça, trabalhar com boi, fazer tudo de um jeito bem mais difícil. Então, o nosso orgulho é ver que eles estão seguindo, que estão crescendo junto com a gente e que não precisam passar pelo mesmo trabalho que nós passamos lá atrás. A gente quer que eles valorizem o que foi feito para eles terem a comodidade que têm hoje”, relata Rosa.
A parceria com a Cresol também integra essa trajetória. Sérgio conta que, nos últimos anos, passou a concentrar na cooperativa as operações de crédito da propriedade. Para ele, a relação é marcada pela proximidade, pelo atendimento e pela possibilidade de conversar sobre os investimentos antes de tomar decisões.
“É um jeito diferente de trabalhar. Tem mais abertura, mais proximidade, as pessoas conhecem a gente. Trouxe agilidade, trouxe crédito, trouxe bom atendimento. E, de certa maneira, também tem uma assistência para ajudar a pensar de que maneira é melhor fazer as coisas, porque não adianta liberar crédito se a pessoa não souber usar”, afirma.
A renovação que mantém o campo em movimento
A história da família Casagrande acompanha uma questão que está presente em muitas propriedades rurais brasileiras: como garantir a continuidade do trabalho entre gerações. Segundo o Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2024, o Brasil possui aproximadamente 3,9 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar, que respondem por 10,1 milhões de ocupações no campo. Na prática, o número representa as pessoas que trabalham nessas propriedades, o equivalente a 67% das ocupações rurais. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população rural reforça a importância de preparar os próximos responsáveis pela atividade. Entre 2012 e 2023, o número de pessoas com 60 anos ou mais vivendo no campo passou de 3,42 milhões para 4,33 milhões, enquanto a população rural de 14 a 17 anos diminuiu 31%.
Nesse cenário, a sucessão familiar envolve decisões sobre trabalho, investimentos, renda e qualidade de vida. Uma pesquisa do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), publicada em 2025, identificou que 99% dos jovens participantes consideram a família e suas relações fundamentais para a decisão de permanecer ou não na propriedade ou na atividade rural. O estudo também aponta que o desejo de ser sucessor ou gestor da propriedade e a possibilidade de ter emprego e renda no meio rural estão entre os principais fatores de permanência.
Uma história que continua
Mateus ainda não sabe exatamente como estará a propriedade daqui a dez anos. O que sabe é que pretende continuar no campo. A sucessão, para ele, é um processo que se constrói no dia a dia, com a experiência dos pais, a participação da família e as escolhas feitas para manter a atividade viável.
“Eu vejo a sucessão como meu pai me via, no caso, para seguir a propriedade. É difícil falar como vou viver daqui a dez anos, mas sempre me vejo aqui. A gente vai seguindo, melhorando e fazendo o que precisa ser feito”, diz Mateus.
Agora, com Yuri ainda bebê, a família começa a olhar para uma nova geração. Mateus espera que o filho também desenvolva o mesmo gosto pela vida rural. Não como uma obrigação, mas como uma possibilidade que nasce do contato com a terra, os animais e a rotina da propriedade.
Fonte: Assessoria de comunicação Cresol
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17/09/2026
NOTÍCIAS
SESCOOP/SC completa 27 anos dia 17 de setembro de 2026
Nesta quinta-feira, 17 de setembro, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Santa Catarina (SESCOOP/SC) completa 27 anos de fundação. Ao longo dessa trajetória, a instituição consolidou sua atuação no desenvolvimento de cooperados, empregados e dirigentes das cooperativas catarinenses, contribuindo na profissionalização, aprimoramento da gestão e da governança das cooperativas. A instituição atua em três eixos principais: Formação Profissional, Monitoramento e Promoção Social, o que torna às cooperativas cada vez mais preparadas, além de ampliar a importância delas frente às comunidades.
Na Formação Profissional, investe em ações descentralizadas junto às cooperativas catarinenses através do Programa Atividade Delegada, Programa Auxílio Educação e o Programa Aprendiz Cooperativo, permitindo que as cooperativas direcionem as iniciativas de acordo com suas necessidades. Além de ofertar cursos, palestras, trilhas de aprendizagem e eventos presenciais como o ComunicaCoop, Coonectech, RH+COOP, ESECOOP, AgroInova Coop e Lidera+COOP.
No Monitoramento, a atenção está no aprimoramento da governança e da gestão das cooperativas. As principais soluções são os diagnósticos de Governança e Gestão, ESGCOOP, Identidade, Diagnóstico Assistido, Instrução Prática Assistida, Consultorias e o Encontro do Diagnóstico de Governança e Gestão, voltado para as cooperativas catarinenses aderentes ao Diagnóstico de Governança e Gestão (PDGC).
Na Promoção Social, desenvolve iniciativas como o Programa Mulheres Cooperativistas, Programa Jovens Cooperativistas Catarinenses, Projeto JCC Game, Coops Day, COOP+Social, Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas, além de jogos e livros educativos.
Dessa forma, o SESCOOP/SC ocupa um papel central para que o cooperativismo se desenvolva de forma eficiente e sustentável. “O cooperativismo é feito por pessoas e, quando qualificamos as pessoas, fortalecemos as cooperativas e, fortalecendo as cooperativas, desenvolvemos as comunidades. Portanto, o SESCOOP/SC é fundamental para que o cooperativismo catarinense continue crescendo, inovando, capacitando e, principalmente, mantendo as pessoas como maior patrimônio das cooperativas”, destacou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
Fonte: Assessoria de comunicação interna SESCOOP/SC.
17/09/2026